Bem Vindo à
Paróquia Santo António das Antas
Paróquia
História
Paróquia Sto António das Antas.
Paróquia de Santo António das Antas Cidade do Porto
Efemérides Paroquiais
13 de Junho de 1935
Um grupo de 7 católicos pede pessoalmente ao Bispo Diocesano D. António Augusto de Castro Meireles a criação duma Paróquia e a construção da Igreja Paroquial na zona das Antas na cidade do Porto
13 de Junho 1936
O referido Bispo Diocesano benze a 1ª pedra da Igreja Paroquial de Santo António das Antas Porto
13 de Junho de 1937
O Prelado Diocesano celebra a 1ª. Missa na cripta da Igreja em Construção
13 de Junho de 1938
Por decreto do mencionado Bispo Diocesano é criada a Paróquia de Santo António das Antas com sede na referida cripta, Actual Centro Social das Antas.
13 de Junho de 1938
Por decreto Episcopal o Padre Crispim Gomes Leite é nomeado Pároco da Paróquia de Santo António das Antas da cidade do Porto
25 de Janeiro 1941
Por decreto do Bispo Diocesano o Padre Joaquim Teixeira Carvalho de Sousa é nomeado Pároco de Santo António das Antas Porto.
13 de Junho de 1948
O Prelado Diocesano D. Agostinho de Jesus e Sousa Benze solenemente a primeira pedra da actual Igreja Paroquial de Santo António das Antas cidade do Porto
6 de Junho 1954
O Prelado Diocesano D. António Ferreira Gomes Benze solenemente a Igreja Paroquial de Santo António das Antas iniciando-se assim o culto paroquial com missa solene e assistência do Pontifical
13 de Junho de 1967
O Administrador Apostólico da Diocese do Porto D. Florentino Andrade Silva celebra a dedicação ao Senhor da Igreja Paroquial de Santo António das Antas e Sagra o Altar Maior.
31 de Dezembro de 1967
O Bispo Auxiliar do Porto, D. Alberto Cosme do Amaral, celebra a Sagração dos Altares Menores da Igreja Paroquial de Santo António das Antas Porto.
8 de Dezembro 1985
O Arcebispo Bispo do Porto D. Júlio Tavares Rebimbas Benze solenemente o Santo Cristo entronizado na Capela More da Igreja Paroquial de Santo António das Antas, Porto
25 de Janeiro de 1991
O Cónego Joaquim Teixeira Carvalho de Sousa celebra as suas Bodas de Ouro Paroquiais
LAUS DEO 25 JANEIRO 1991
Cidade do Porto Zona das Antas
Moradores que pediram a criação da Paróquia de Santo António das Antas
13 de Junho 1935
Padre António Ferreira Botelho – Professor no Liceu Alexandre Herculano
Dr. António Barbosa – Reitor do Liceu de Alexandre Herculano
António Patoilo – Comerciante
Artur de Sousa Monteiro – Agente Comercial
Eduardo Alves Carneiro – Comerciante
Hernâni Saraiva Padrão – Proprietário
Narciso da Silva Matos – Solicitador
25 de Janeiro de 1991
AD. PERPETUAM REI MEMORIAM
***************************************
A zona das Antas encontra-se dividida pelas freguesias do Bonfim, de Campanhã e de Paranhos. O coração da zona das Antas é a Praça do Dr. Francisco Sá Carneiro, (antiga Praça Velasquez) e a sua coluna vertebral é a Avenida de Fernão de Magalhães. Outras vias importantes desta zona são:
·
Avenida dos Combatentes da Grande Guerra·
Alameda Eça de Queirós·
Rua das AntasO nome Antas tornou-se mundialmente conhecido através do antigo estádio do Futebol Clube do Porto, com o mesmo nome.
O padroeiro da paróquia das Antas é Santo António.
.Dedicação da Igreja
Trecho retirado do livro
“A Dedicação da Igreja”
Paróquia St.º António das Antas
Nihil Obstat
Cón. Agostinho Alves da Cunha
Porto,
8 de Junho de 1967
“A
Dedicação da Igreja de Sto. António das
Antas e a
Sagração do Altar-Mor
§
Resumo da sua história
§
Preparação Espiritual dos Paroquianos
§
Guia da respectiva cerimónia
§
Notas sobre a Concelebração
Paróquia de Santo António das Antas.
12 de Junho de 1967.
Explicando
Julgou-se
oportuno realizar a Dedicação da Igreja Paroquial de Santo António das Antas,
da cidade do Porto, em 13 de Junho de 1967.
Como
não há texto em vernáculo aprovado, resolveu-se, que a assembleia fosse
orientada por pessoa competente e tivesse nas mãos um Guia que lhe desse uma
visão completa de toda a cerimónia, totalmente desconhecida de todos, bastante
longa, profunda de sentido e cheia de encanto.
Foi o que se tentou, resumindo
as rubricas do pontifical, destacando os ritos na sua lógica sucessão e focando
os aspectos de maior interesse da Concelebração.
Aproveitou-se
esta ocasião para dar aos paroquianos o resumo da história da sua Igreja.
A
completar o opúsculo juntou-se parte das homilias que preparavam a Paróquia
para esta festividade e o texto da Missa da Dedicação da Igreja.
Porto,
Santo António das Antas, 12 de Junho de 1967.
Introdução
Sempre
o homem prestou culto a Deus. Onde o homem estiver, aí está também a religião.
Mais ou menos deformada, mais ou menos perfeita, a religião aparece-nos em
todas as páginas da história da humanidade. O homem tanto presta culto a Deus,
ao ar livre, como em casa particular, no segredo do seu íntimo, como em templo
próprio.
O
Deus verdadeiro, quando se manifestou aos homens, indicou como queria ser
adorado. Realmente os judeus tinham o seu Templo e as sinagogas onde rezavam e
ofereciam sacrifícios. Jesus Cristo frequentou o Templo e as sinagogas. Lá
ouviu e ensinou a Sagrada Escritura. Porém, realizou o seu maior acto de culto
ao Pai, como judeu e como Redentor dos homens, não no Templo ou na sinagoga,
mas numa sala de casa particular - o Cenáculo - de que
fala o Evangelho. Era a separação entre as duas Leis -
a de Moisés e a Sua - por que esta vinha completar aquela. Jesus Cristo
libertou-se dela porque a Sua era maior e definitiva. Ele era o Filho de Deus,
a Segunda pessoa da S. Trindade,
e o Santo Sacrifício em nada se parecia com os sacrifícios
da Antiga Lei. Ele era Deus e Homem verdadeiro -Sacerdote e vítima no mesmo e
único Sacrifício.
Esta
inovação de Cristo foi seguida pelos Apóstolos. O Cenáculo foi a primeira
Igreja em que se celebrou a Eucaristia porque nele Ela
foi instituída na maior Quinta-feira de todos os tempos.
Lá
estiveram até ao Pentecostes e certamente lá se reuniram depois da vinda do
Espírito Santo. Porém, quando o número de fiéis aumentou, foi preciso escolher
outro local para as reuniões eucarísticas. Foram as casas particulares
convertidas em Igrejas ou
Casas do Senhor.
No
século II já há Igrejas propriamente ditas, edifícios espaçosos, construídos
com o estilo greco-romano, bem divididos e adaptados às necessidades do culto.
Só
no século IV (313-com a paz de Constantino) é que apareceram os ritos da
Dedicação da Igreja.
Esta
entrega oficial a Deus da Sua Casa não é obrigatória para que nela seja
realizado o culto divino; mas também nem toda a Igreja pode ser «dedicada». É
indispensável que seja de materiais sólidos e dignos.
Igualmente
nem todo o altar pode ser consagrado. Para merecer a bênção da Consagração é
indispensável que a mesa seja fixa ao suporte em que assenta, e este, por sua
vez, também fixo ao solo.
A
mesa -o altar é sempre uma mesa e sem esta forma não serve para celebrar a
Santa Missa - tem de ser toda duma só pedra natural. A
Consagração estende-se a todo o altar.
A
festa da Dedicação duma Igreja é tão importante que os fiéis que a visitam
nesse dia lucram uma indulgência plenária. Mais: é obrigatória a sua comemoração,
indefinidamente no próprio dia aniversário.
A Igreja
de Santo António das Antas
Quem
descesse a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, há 25 anos, encontrava, ao
fundo, um campo a monte, onde pastavam ovelhas vindas da Rua Jerónimo de
Mendonça, e um horizonte vasto que se estendia até à Serra de Valongo. Nessa
altura dizia-se que tinha sido projectada neste mesmo local uma praça de
touros, que, felizmente, não chegou a construir-se por não haver quem se
aventurasse a tal empresa. Não existia ainda a avenida Fernão de Magalhães
e o público mais interessado nela, nada sabia dela. A
Praça de Velásquez, e ruas que a rodeiam nem no papel existiam. A rua Naulila
poucas casas tinha e as demais ruas, que, constituem esta zona da Igreja das
Antas não tinham mais que ela.
A
Paróquia de Santo António das Antas tinha sido criada há pouco -13 de Junho de 1938 -e num esforço notável, orientado por
um grupo de católicos conscientes e de boa vontade, construiu a cripta duma
Igreja que não pôde edificar-se.
Após
muitos esforços realizados e sérias dificuldades vencidas, largas horas gastas,
incontáveis humilhações sofridas e um diálogo, sem calma nenhuma, entre dois
engenheiros, um arquitecto e o Pároco das Antas, surgiu a ideia
da construção da futura Igreja Paroquial de Santo António
das Antas no terreno que hoje é rodeado pelas Ruas Naulila, Fernando de
Bulhões, Santo António das Antas e Avenida Fernão de Magalhães -o que
actualmente ocupamos.
Realizado
o concurso de ante-projectos -20 de Março de 1944-e ultimado o projecto
definitivo, cuja aprovação oficial, para efeito de comparticipação pelo Fundo
do Desemprego, foi naturalmente muito demorada -20 de Março de 1948-era benzida
solenemente pelo prelado Diocesano, Senhor Dom Agostinho de Jesus e Sousa, a
primeira pedra da futura Igreja Paroquial de Santo António das Antas
que, pouco depois, principiava a surgir da terra para fora, tendo
mergulhado nela à profundidade de 7 metros. Foi a 13 de Junho de 1948. Faz hoje
precisamente 19 anos.
Um ano após, era celebrada solenemente, com
assistência de Pontifical, a Festa de Santo António dentro das paredes, à
altura de 4 metros, com o firmamento por abóbada...
Em
13 de Junho de 1951 estava coberta a Capela-Mor.
Três
anos mais, ainda sem frontaria, sem qualquer espécie de reboco ou acabamento -6
de Junho de 1954-ao fim da tarde -há 13 anos e 7 dias -
o Senhor Dom António Ferreira Gomes, Venerando Bispo da Diocese, benzia
solenemente a Igreja de Santo António das Antas e assistia, pontifical mente, à
Missa Solene Vespertina que aqui inaugurava o culto paroquial.
Templo
repleto, muito clero e autoridades.
Duas
horas antes da bênção, sua Excelência Reverendíssima o Senhor Núncio
Apostólico, Monsenhor Fernando Cento, hoje Cardeal da Santa Igreja, de passagem
pelo Norte, visitou a nossa Igreja. Ao entrar viu a harmonia das suas linhas,
sentiu a majestade da sua arquitectura e teve esta frase para Monsenhor Pereira
Lopes, Vigário Geral da Diocese e para o Pároco da Freguesia: «é moderna sem
ser modernista; não pode dizer-se que não tenha uma certa monumentalidade».
No
fim da Missa o Pároco fez o seguinte apelo à Paróquia presente e ausente:
«Queridos Paroquianos:
Foi
há 6 anos menos 7 dias. Com todo o esplendor litúrgico o Excelentíssimo Prelado
do Porto, D. Agostinho de Jesus e Sousa, pela 1.ª vez na sua vida de mais de 25
anos de Episcopado, presidia à bênção e lançamento da 1.ª pedra para a Igreja
Paroquial de Santo António das Antas, da cidade do Porto. No dia seguinte
dava-se início às obras. 365 dias depois, o mesmo
Prelado assistia de Pontifical à Missa solene na Igreja em construção, de
paredes levantadas à altura das naves laterais, e tendo por tecto o azul
celeste do firmamento mal encoberto por toldos de pescadores da Ribeira.
Estavam gastos 2 mil contos. Economicamente já tínhamos entrado no regime de
défice permanente e pavorante...
para os outros...
O
ritmo das obras acalmou; o déficit-900 contos - diminuiu;
e fomos caminhando lentamente, confiadamente...
Foram-se
repetindo as iniciativas para conseguir dinheiro.
Aos
assaltos feitos pacatamente à carteira de alguns paroquianos, que depois de
assaltados, ficavam mais amigos e mais entusiasmados, sucederam-se o sorteio
-que nos deu que pensar - os cortejos de oferendas,
quermesses, ofertas espontâneas, etc.
Fomos
caminhando sempre, e os nossos olhos iam vendo a crescer, de dia para dia, esta
filha do nosso sangue.
Chegamos a Junho de 1954.
A
Igreja em construção pareceu-nos aproveitável já para o culto divino da
Paróquia, numa adaptação provisória que se fizesse. Pesaram-se os prós e os
contras, isto é, as despesas a fazer com esta adaptação e o rendimento a
esperar da instalação aqui do culto paroquial, e deu-nos um lucro mais que com pensador.
Resolveu-se que viéssemos; e viemos; e cá estamos; e posso informar já que, por
termos vindo, tivemos uma oferta de 25 contos e três altares definitivos -quer
dizer, temos neste momento saldo positivo.
Sem
frontaria, paredes nuas e descarnadas, sem torre, sem residência paroquial, com
portas e soalho de pinho, com altares velhos, com o coro tapado por tijolo,
isto é já uma Igreja dedicada para o fim que se destina. Viemos e cá estamos, e
havemos de vê-la todos os dias, ou pelo menos, todas as semanas para a ouvir no
seu clamor permanente que nos há-de lembrar a necessidade de a concluir e a
obrigação que temos de ser generosos para com ela.
Há
tempo vieram ver a nossa Igreja dois cavalheiros:
-um paroquiano e outro que
não conheço nem de nome. A alturas tantas, diz este
àquele: o teu Abade safou-se... Como? É que já há Igreja e o que mais custa é
sair da terra para fora. Se eu ouvisse, sempre lhe dizia: ajude-me, meu senhor,
a safar-me completamente; dê-me uma esmola para a minha Igreja.
Queridos
Paroquianos:
De
futuro, o que vamos fazer? Vamos continuar a escalada até chegar ao cume da
encosta. Esta pois a era precisa para tomar fôlego, recobrar coragem
e poder continuar a caminhada. Continuaremos; e daqui a um
ano estaremos, se Deus quiser, mais perto do fim. Estão gastos, neste momento,
4.350 contos. Devemos 540, dos quais espero pagar 200 até ao fim deste mês.
Espero que me ajudeis a pagar o resto até ao fim do ano. A vossa boa vontade permite-me
confiar na vossa generosidade. Hoje temos a Igreja benzida.
Quando
a teremos sagrada? quando?... quando os meus ricos
paroquianos quiserem. Só será sagrada quando estiver concluída. Levará mais 6
anos?
Creio que não. Vós o direis.
Nós veremos.
Quero
deixar aqui o meu agradecimento a quantos levantaram esta obra, e fazer votos
para que dentro de breve tempo não haja nenhum paroquiano que não
tenha na sua Igreja Paroquial sangue do que lhe gira nas
veias...
A
todos, muito obrigado.
* * *
À
saída da Igreja o senhor Bispo fazia este comentário ao pároco:
«O
senhor não deixa a gente dizer nada. O senhor esgota todos os argumentos. É uma
grande Igreja. Nosso Senhor o ajude».
Daí
para cá, as obras têm-se realizado, parcela por parcela, conforme os
paroquianos e demais amigos de Santo António das Antas, iam podendo. Talvez tivéssemos
avançado mais, e até estaríamos no termo da arrancada, se não conservássemos
viva a preocupação do melhor em tudo quanto é para Deus, nesta sua Casa. Pois,
se todas as riquezas que a natureza encerra e as que o talento do homem produz
são dele que as coloca à nossa disposição, não havemos de as utilizar no culto
que lhe prestamos e na Casa que lhe dedicamos?
Nada
importa que os outros discordem do que fizemos -e continuaremos
a fazer-se fazemos o que a nossa consciência nos impõe. Mesquinhez para Deus ó
absolutamente inadmissível.
É
preciso não confundir a pobreza e o espírito de pobreza que a Igreja - homens devem abraçar amorosamente com o esplendor de
quanto é directamente para Deus.
Tudo
o que é bom e belo eleva a alma, encaminha para Deus e cria clima de oração. E
um templo é Casa de Oração.
Que
Deus nos ajude a realizar o nosso desejo de sempre:
Dotar -
continuar a dotar - esta Sua Casa de quanto seja precioso para a tornar mais
digna dele.
* * *
Enquanto
se não publica uma brochura com a história completa da Paróquia de Santo
António das Antas, mencionam-se aqui os elementos mais volumosos desta Igreja:
Tem
sete altares, dos quais cinco versus populum O Altar-Mor, de granito polido, é uma linda
mesa de 2,50 x 1,30 x 0,30. Os laterais, como as respectivas capelas, são de
mármore.
Tem
capacidade para duas mil pessoas.
A
torre, que mede 47 metros de altura, tem um carrilhão de 9 sinos, pesando o maior 1.500 quilos.
Os
anexos são utilizados pelas repartições paroquias,
salas de reunião, Centro Social de Assistência, Residência Paroquial, Catequese
e Casa Funerária. Tem um Baptistério amplo e uma Capela de Casamentos razoável.
Igualmente
se informa que estão pagos até ao presente 11.054.576$77.
1-Se
Deus quiser realizar-se-á no dia 13 de Junho p. f. a
Dedicação da Igreja Paroquial de Santo António das Antas, que terá inicio às
16,30 horas e terminará por volta das 20 horas.
A
Missa será uma Concelebração, isto é, quinze Padres celebrarão, ao mesmo tempo,
em volta do Altar-Mor que será sagrado, ficando os outros altares para nova oportunidade.
É pontífice sagrante o Sr. Administrador
Apostólico, D. Florentino de Andrade e Silva.
A
missa será cantada e acompanhada a grande orquestra e coro, já de nós
conhecidos, do professor César de Morais.
Precisa,
toda a Paróquia, de se aperceber da grandeza desta festa; de se preparar para
bem a celebrar; de se mentalizar a fim de a viver em profundidade; de conhecer
o sentido dos ritos que a compõem e das cerimónias que a acompanham,
para que, tanto quanto possa, se associe ao Pontífice e ao
Clero. É a entrega oficial da Igreja que nós edificamos a Deus, Senhor de todo
o nosso ser. Dedicação é a palavra própria do Missal na Missa especial que lhe
é destinada
e que quer dizer consagração do templo a Deus. Nós a
construímos com os materiais que ele nos deu; com a saúde que nos conservou;
com o dinheiro que nas nossas mãos colocou; e com os talentos que nos confiou.
Construída
por nós, a nossa Igreja é da Diocese. Vem cá o Prelado dedicá-la ao Senhor. Nós
somos uma parcela da diocese a que estamos ligados como ramos ao seu tronco.
As paróquias recebem a sua
vida da Diocese; e as Igrejas paroquiais não se podem compreender desligadas da
Sé Catedral, Igreja - Mãe da Diocese, onde o impulso
apostólico é dado pelo seu Bispo. Ele é o pai na fé; é o pastor das nossas
almas; é o pontífice que nos representa diante de Deus, é o
sucessor dos Apóstolos, detentores de todos os poderes de Jesus Cristo, Sumo e
Eterno Sacerdote, Salvador dos homens e nosso Advogado junto do Pai do Céu.
A
igreja é o templo de Deus. E ao principiarmos a nossa preparação próxima para a
festa que se avizinha devemos tomar consciência mais viva de que também
nós, e em sentido muito mais profundo, somos Templos de
Deus, mas templos vivos. A Igreja das almas é muito mais nobre que a Igreja de
pedras. Também esta Igreja levou tempo a edificar e custou muito mais sacrifícios
que este rico templo agora a dedicar a Deus. Começamos a ser Casa de Deus pelo
Baptismo, e sê-lo-emos tanto mais quanto melhor vivermos o carácter sacerdotal
que este Sacramento
nos imprimiu na alma.
Por
tudo isto temos de fazer coincidir com esta festa, a maior que na nossa
Paroquia se poderá realizar, um esforço colectivo e pessoal de renovação
espiritual. Sim. Dedicação da Igreja Paroquial e sagração do Altar-Mor da nossa
Igreja, segundo as instruções do Pontifical Romano, implicam também a total
dedicação da nossa alma, do nosso corpo, de toda a nossa vida, ao Senhor.
O
cerimonial da Consagração da Igreja, no rito bizantino, tem esta recomendação:
«homem, entra dentro de ti; torna-te homem novo; substitui o homem velho e
celebra a dedicação da tua alma. Renova a tua vida e a tua conduta.
Tira como fruto desta Festa,
realizar em ti uma feliz e oportuna mudança. Assim se deve celebrar o dia
inaugural da Dedicação da Igreja».
Quer
dizer, a nossa preparação deve principiar pela oração mais fervorosa; deve ser
acompanhada pela penitência sincera que se concretize na mortificação
dos sentidos; deve aperfeiçoar-se na renovação interior e
culminar na Purificação total da nossa alma.
Oração,
pois, mais e melhor.
Penitência,
pois, sincera e profunda.
2-É
preciso ainda considerar o bem que a nossa Igreja realizado, de ordem
espiritual, de ordem social e de tem ordem material:
A evangelização que, nela e
por ela, se realizou até hoje... .
A catequização de crianças e
adultos que, nela e por ela, se ministrou...
Os Sacramentos, sinais da
presença de Cristo que, nela e por ela, se administraram...
A orientação e direcção
espiritual que, nela e por ela, se obtiveram...
A paz para a nossa alma que
tantas vezes, nela e por fila, se recuperou...
As lágrimas, teimosas e
grossas, que nela e por ela, nos enxugaram...
A formação religiosa,
familiar e sobrenatural que, nela e dela, recebemos...
Os chamamentos de Deus que,
só por ela e nela, se ouviram...
As mudanças espirituais que,
através dela, se verificaram...
A divinização da vida humana
que, sem ela -sem esta nossa querida Igreja - se não
teria iniciado...
A busca inquietante de Deus
que, só nela e por ela, se satisfez...
As luzes para a inteligência
e forças para a vontade que, só nela e por ela, se encontraram...
As obras de bem fazer que, só nela e por ela, se lançaram...
A elevação social dos paroquianos
que, só nela e por ela se promoveu...
O amor à Santa Igreja que
aqui foi ensinado e aprendido...
O amor ao Santo Padre que
aqui foi tantas vezes pregado...
O amor à Diocese que, nela e
por ela, tantas vezes foi exaltado...
E as vezes sem conta que nela
nos deram o perdão dos nossos pecados...
E a fome da nossa alma que,
nela nos mataram com o pão dos Anjos...
Oh!
bendita seja a nossa querida Igreja de Santo António
das Antas.
Que
o Senhor seja louvado porque no-la deu e que Ela continue a ser - cada vez mais - um verdadeiro lar para todos nós.
3-Lendo
o cerimonial da Dedicação duma Igreja facilmente verificamos que são três as ideias dominantes:
homenagem a Deus, purificação do templo e consagração dele ao
Senhor.
a)
Homenagem a Deus, pelo reconhecimento da sua soberania -dele é tudo; tudo nos
veio dele; Ele é o Senhor !
Pelo reconhecimento e
confissão da nossa total dependência.
Dele; nada somos; nada
podemos; nada valemos.
Na base de todos os actos
litúrgicos está sempre este pensamento.
Só daqui se pode partir para
a confiança nele.
Como intermediários entre
Deus e nós invocamos os Santos da Corte celestial. Na primeira parte das
cerimónias rezam-se as Ladainhas de Todos os Santos.
b)
Purificação do templo que compreende as aspersões do exterior, do interior, do
pavimento e do altar; os exorcismos para afugentar os fantasmas e desalojar
qualquer resto de presença dos espíritos malignos; e a separação
dos usos profanos daquilo que vai ser apenas de Deus.
As
aspersões são feitas com água gregoriana, ou seja, água benzida, com sal, vinho
e cinza. O sal dá sabor aos alimentos e é usado no ritual do Baptismo como
símbolo do sabor que devemos encontrar nas coisas divinas; Jesus Cristo disse
que os seus apóstolos deviam ser o sal da terra.
O vinho alimenta e alegra o
coração do homem, e lembra-nos logo o primeiro milagre público, em Caná da
Galileia, operado por Jesus Cristo, e lembra o maior milagre de Jesus que o
utilizou para ficar connosco, sob a forma de comida e bebida da nossa alma no
Sacrifício do Altar. A cinza lembra-nos o nosso nada, e fragilidade e inconstância
do homem, a penitência dos Judeus e Ninivitas que também nós devemos imitar. A água lembra-nos logo o dilúvio que sepultou nos
seus abismos a maldade dos homens viciados; lembra a libertação do povo de Deus
perseguido pelos egípcios que o Mar Vermelho afogou; lembra o baptismo de
penitência administrado por João Baptista, no rio Jordão, a quantos vinham a
ele e também ao Salvador; e recorda ainda o nosso próprio Baptismo em que somos
gerados para a vida Divina e nos tornamos filhos adoptivos de Deus, membros da
Igreja e templos da Santíssima Trindade. A ideia inicial destas aspersões foi
desalojar do seu poiso o demónio, quando os templos pagãos eram dedicados
ao Deus verdadeiro.
c)
Consagração a Deus que principia pela tomada de posse,
continua pelas unções e termina com a celebração do Santo Sacrifício.
O
Pontífice toma posse da Igreja escrevendo os alfabetos latino
e grego na Cruz de St.º André feita com areia ou cinza na entrada da Igreja.
Chama-se Cruz de Santo André à Cruz com os quatro braços iguais, em forma de
aspa, ou seja de um instrumento de suplício em forma de x em que foi
martirizado o apóstolo Santo André. As unções feitas com o Santo Crisma nas
doze cruzes das paredes da Igreja que lembram os doze apóstolos chamados pelo
Cordeiro de Deus para continuadores da sua Missão marcam, «crismam», para
sempre o templo.
Cristo quer mesmo dizer
ungido porque o Senhor Jesus é o Ungido o Cristo de Deus.
A
Celebração do Sacrifício Eucarístico é a coroa de toda a cerimónia. O Altar,
depois de purificado com água gregoriana é ungido também com o Santo Crisma e
santificado com o incenso benzido que nele é queimado nas cinco cruzes gravadas
na sua mesa. Estes ritos recordam idênticas cerimónias da Antiga Lei. Com
efeito Moisés aspergiu sete vezes o altar em que ofereceu ao Senhor sacrifícios
de animais; ungiu com o sangue das vítimas oferecidas a Deus, as extremidades
do altar e a sua ligação à base; mandou queimar incenso sobre o altar que tinha
ungido para aromatizar o ambiente - Êxodo, XXIX, 12.
Jacob,
ao dedicar o altar ao Sonhar, espalhou azeite sobre a mesa de pedra -Génesis
XXVIII, 18.
A
deposição das Santas Relíquias no Altar converte-o em túmulo de Mártires no
qual pode celebrar-se a Santa Missa. Essa celebração é o grande acto da
Dedicação.
É a imediata utilização do
templo que acaba de ser dedicado ao Senhor. Mas quando a Celebração não é só do
Bispo ou dum sacerdote apenas, mas de vários, o esplendor, o brilho, a coroa é
muito maior. Quanto maior for o número dos Concelebrantes
maior é a apoteose ao Senhor a quem nada dá tanta glória como a Santa
Missa. A dedicação da Igreja de Santo António das Antas será rematada
com a Concelebração de 15 sacerdotes.
Que Deus seja louvado e para
sempre bendito!
(Pensamentos de duas homilias
preparatórias da Dedicação).
“
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É a festa do Padroeiro, Santo António, que ano após ano, se celebra no dia 13 de Junho e que se traduz por um tempo de alegria e de partilha fraterna entre a comunidade paroquial, animada pelo espírito d´«Il Santo», que empregou a sua vida a defender o pobre, a denunciar o egoísmo e a trabalhar arduamente em favor da Justiça e do Bem de todos, especialmente das crianças.
Nascido por volta de 1190, recebeu o nome de Fernando de Bulhões e, muito jovem, entrou na Ordem de Santo Agostinho, vivendo primeiro no mosteiro de S. Vicente, depois no de Santa Cruz, em Coimbra. Quando aderiu à Ordem de S. Francisco, Frei António de Lisboa partiu rumo a Marrocos, com o objectivo de anunciar o Evangelho aos muçulmanos, mas uma tempestade levou-o até à Itália e, naquele país, revelou-se um inspirado pregador, diplomata e pacificador, com um elevado nível cultural, a ponto do Papa Gregório IX lhe atribuir o epíteto de «arca do testamento». Senhor de profundos conhecimentos científicos, foi também o pioneiro da Ecologia enquanto ciência e exímio conhecedor da Botânica e até da actual Zoologia.
Além de tudo, tinha uma alegria contagiante, que continua a seduzir irremediavelmente as pessoas, que, em Portugal, o veneram como Santo Popular, casamenteiro e arauto das causas perdidas.
Figura marcante do seu e de todos os tempos, faleceu no dia 13 de Junho de 1231 e, em menos de um ano, foi canonizado, num processo ímpar na história da Igreja Católica.
Hoje, «Il Santo» continua a ser uma luz e um guia para o povo cristão, e à Basílica de Pádua, onde se encontra o seu túmulo, afluem diariamente muitos peregrinos, bem como centenas de orações devotas que, um pouco por todo o Mundo, lhe são enviadas, para, através dele, chegarem a Cristo.
Na nossa Igreja, a imagem do Padroeiro ergue-se ao lado do Altar Maior, de braços flectidos em direcção ao Céu, acompanhando o olhar, num gesto de orador que, em permanente diálogo com Cristo, (e)ternamente intercede junto d’Ele, em favor dos fiéis e visitantes. Mas Santo António pode ser também, nesta representação, o orador que, discursando à assembleia da Igreja, a instrui sobre o amor, a perfeição e a vontade de Deus.
O nosso Bispo D. Manuel Clemente comenta, a seu respeito: “É um enormíssimo português. Em toda a superfície da terra, até além das fronteiras da Igreja Católica e da tradição cristã, é muito respeitado. Até em meios islâmicos e budistas tem presença e é procurado”.
A 13 de Junho de 1938, na nossa “mui nobre e leal cidade do Porto”, por decreto episcopal de D. António Augusto de Castro Meireles, era criada a Paróquia de Santo António das Antas, cujo primeiro Pároco foi o Padre Crispim Gomes Leite.
Três anos mais tarde, o saudoso Padre Joaquim Teixeira Carvalho de Sousa foi nomeado Pároco desta Paróquia, ministério que exerceu até à data do seu falecimento, em 22 de Dezembro de 2003. Por orientação sua, foi erigida a actual Igreja de Santo António das Antas, obra que se iniciou há 60 anos, com a bênção da primeira pedra em 13 de Junho de 1948. Seis anos mais tarde, quando a Igreja ainda “sem frontaria, paredes nuas e descarnadas, sem torre, sem residência paroquial, com portas e soalho de pinho, com altares velhos, com o coro tapado por tijolo” foi benzida e nela se iniciou o culto paroquial, o então Abade das Antas apelava à boa-vontade dos paroquianos, para concluir as obras em falta: “Quero deixar aqui o meu agradecimento a quantos levantaram esta obra, e fazer votos para que dentro de breve tempo não haja nenhum paroquiano que não tenha na sua Igreja Paroquial sangue do que lhe gira nas veias...”
Depois que o Cónego Joaquim partiu para a Casa do Pai, foi nomeado nosso Pároco, por D. Armindo Lopes Coelho, o Padre António José Rodrigues Bacelar. Foi ele o impulsionador das Obras de Reformulação realizadas em diversos espaços da Igreja, nomeadamente, nas Capelas Mortuárias, na Sacristia, na Secretaria e outros locais de apoio ao culto, recentemente concluídas. No entanto, os elevados custos associados a esta intervenção, que a todos veio beneficiar, só poderão ser pagos, uma vez mais, com a generosidade dos paroquianos, especialmente inspirados à partilha, nesta quadra, pela graça de Santo António.
Este ano, assinalaram-se, pois, no dia 13 de Junho, os 70 anos da criação da nossa Paróquia e os 60 anos da bênção da primeira pedra da actual Igreja.
A Paróquia não se limita a ser uma delimitação geográfica, é antes um espaço de relação entre os cristãos que a formam, e que se sentem unidos, acima de tudo, pelo amor a Cristo.
Cristo quer que nos amemos uns aos outros, como Ele nos ama e como ama a Sua Igreja. Por isso, convida-nos a participar na Santa Missa, a oração por excelência, que alimenta e renova a Fé de todos, manifestada em cada um segundo os seus próprios dons.
Na nossa Igreja das Antas, celebra-se diariamente a
Eucaristia, que é o coração da Igreja viva e fonte de evangelização cristã. Agradecemos a Deus por esta Igreja de pedras onde nós, Igreja de homens, nos reunimos para Lhe falar e para O receber. E para o fazer, repetimos as palavras do Pároco que, há sessenta anos, mandou edificar este Templo:“Oh! bendita seja a nossa querida Igreja de Santo António das Antas.
Que o Senhor seja louvado, porque no-la deu e que Ela continue a ser - cada vez mais - um verdadeiro lar para todos nós.”
No dia festivo, pôde assistir-se, na Igreja de Santo António das Antas, a um belo Concerto, proporcionado pelo Coro do Mosteiro de Grijó.
Do programa das Comemorações, destacaram-se, no dia 14 de Junho, a Missa Solene de Acção de Graças, presidida pelo Bispo Diocesano, D. Manuel Clemente; e a Bênção das novas instalações da sacristia, secretaria e capelas mortuárias.
Em seguida, decorreu um Jantar-convívio, no logradouro do Centro Social das Antas, com a participação de mais de 200 paroquianos, que foi muito agradável e alegre. Naquele espaço foi possível apreciar uma pintura mural da autoria da pintora Maria Pereira Ferreira, representando a Igreja e a imagem do «nosso» Santo António, que assinalou de forma especial a feliz efeméride. Foi também apresentado um painel evocativo, composto por 7 faixas, preenchidas por alguns grupos da Paróquia (catequese, escuteiros, utentes do centro de dia, …) com desenhos, pinturas e palavras, aludindo às próprias vivências da fé e às experiências de comunhão que vão fortalecendo a nossa comunidade paroquial.
Com alegria, compreendo que o programa comemorativo da Festa do Padroeiro e da Paróquia, por valorizar a arte como forma de expressão e por propiciar o encontro alegre de cada um com Deus e com os outros, esteve em perfeita harmonia com as intenções de oração apontadas pelo Santo Padre para os meses de Maio e de Junho de 2008. É que todos os anos, o Papa, na sua «solicitude por todas as Igrejas» (cf. 2 Cor. 11, 28), entrega ao Apostolado da Oração as suas intenções (duas intenções em cada mês, uma geral e uma missionária), para que sejam divulgadas entre os fiéis, de forma que estes possam unir-se fraternalmente em oração.
Durante o mês de Maio, Bento XVI sugeria aos fiéis que rezassem “para que os cristãos valorizem mais a literatura, a arte e os meios de comunicação, para favorecer uma cultura que defenda e promova os valores da pessoa humana.”
Em Junho, a intenção geral de oração do Santo Padre é para “que os cristãos cultivem uma amizade profunda e pessoal com Cristo, para assim poderem comunicar a força do seu amor às outras pessoas”.
Podemos, neste ambiente festivo, associar-nos a estas justas intenções, na nossa oração e no nosso viver, uma vez que a Paróquia das Antas se filia na Igreja de Cristo, presidida pelo sucessor de Pedro, e abraça a Missão de congregar e de evangelizar a humanidade.
Com certeza, o programa de comemoração dos 70 anos da nossa Paróquia ajudou a multiplicar as ocasiões em que todos, reunidos em comunidade paroquial, rezando e partilhando muito das nossas vidas, podemos crescer no que é verdadeiramente essencial, como aprendemos do exemplo e da pregação de Santo António, bem como das orientações que o Santo Padre nos transmite – no Amor incondicional a Deus e ao próximo.
ARTIGO 1º
(natureza)
O Conselho Paroquial de Pastoral de Santo António das Antas é o organismo que, a nível da Paróquia, em reunião com o Pároco e em comunhão com a Igreja Diocesana, anima a vida da comunidade cristã moderna, ao seu serviço, os dons e carismas dos seus membros, como assembleia convocada por Deus e sempre convocante.
ARTIGO 2º
(competência)
O Conselho Paroquial de Pastoral, adiante designado por Conselho, é um órgão consultivo, ao qual compete:
a) animar a paróquia como comunidade eclesial;
b) coordenar as acções que forem programadas no âmbito da pastoral paroquial, dentro e de harmonia com as orientações diocesanas;
c) examinar, após informação conveniente, a existência de problemas e carências de ordem pastoral e material;
d) incentivar a cooperação entre todos os organismos paroquiais;
e) promover e manter ligação com os órgãos pastorais de nível vicarial, regional e diocesano.
ARTIGO 3º
(composição)
1. O Conselho é composto pelas seguintes categorias de membros:
a) membros por inerência;
b) membros nomeados;
c) membros eleitos.
2. Os jovens devem constituir ¼ do total dos membros do Conselho.
ARTIGO 4º
(membros por inerência)
São membros por inerência:
a) o Pároco;
b) os vigários cooperadores.
ARTIGO 5º
(membros nomeados)
São membros nomeados:
a) as pessoas indicadas pelo Pároco, não podendo exceder mais de ¼ do total dos membros do Conselho, em ordem a assegurar o seu carácter representativo;
b) os presbíteros que colaboram na pastoral paroquial em união com o Pároco a seu critério.
ARTIGO 6º
(membros eleitos)
1. São membros eleitos:
a) um delegado dos Superiores e Superioras das Casas Religiosas existentes na Paróquia;
b) um representante de cada uma das seguintes entidades canonicamente erectas:
Fábrica da Igreja
Centro Social;
c) um delegado de cada um dos organismos paroquiais.
2. A eleição dos delegados faz-se em obediência aos seguintes princípios:
a) apenas são elegíveis católicos comprometidos, de idade não inferior a 18 anos;
b) a eleição dos delegados faz-se em reunião geral de cada organismo, por escrutínio secreto;
c) do resultado da assembleia eleitoral elabora-se acta, a enviar ao Pároco com a antecedência mínima de um mês em relação à primeira reunião do Conselho.
ARTIGO 7º
(órgãos)
São órgãos do Conselho:
a) o Presidente;
b) Comissão Permanente;
c) Plenário.
ARTIGO 8º
(Presidente)
1. O Presidente é, por inerência o Pároco;
2. o Pároco designa, de entre os membros do Conselho, quem o substitua na sua ausência e impedimento.
ARTIGO 9º
(Comissão Permanente)
1. A Comissão Permanente é constituída pelo Pároco, que preside, pelo representante da Fábrica e por 5 membros eleitos pelo Plenário.
2. De entre os seus membros, a Comissão escolhe um Secretário, que exerce idênticas funções no Plenário.
3. Compete à Comissão Permanente representar e apoiar, de forma responsável e continuada, o Conselho na prossecução dos seus fins, na preparação das reuniões e na execução dos seus planos e deliberações.
4. A Comissão Permanente reúne, ordinariamente, uma vez por mês, e, extraordinariamente, por iniciativa do Pároco ou por solicitação de 5 dos seus membros.
ARTIGO 10º
(Plenário)
1. O plenário é constituídos por todos os membros do Conselho.
2. O Plenário é presidido pelo Pároco.
3. O Plenário reúne, ordinariamente, três vezes por ano, e, extraordinariamente, por iniciativa do Pároco ou por solicitação da Comissão Permanente ou de 1/3 dos seus membros.
4. O Plenário é convocado com a antecedência mínima de 15 dias, acompanhado da agenda de trabalhos e da acta da reunião anterior.
5. Compete ao Plenário pronunciar-se sobre as realizações, planos, sugestões de actividade pastoral ou outros assuntos de interesse para a Paróquia.
6. O Plenário pode constituir no seu seio serviços ou comissões que entenda convenientes.
7. Os serviços e comissões do Plenário podem agregar a si assessores, com meras funções de execução de consulta.
ARTIGO 11º
(deliberações)
1. As deliberações do Conselho são tomadas por maioria simples.
2. As resoluções e recomendações do Conselho apenas têm caracter vinculativo com a concordância do Pároco, excepto quando o Conselho emita parecer solicitado pelo Ordinário diocesano.
ARTIGO 12º
(acta)
De cada reunião do Conselho é lavrada uma acta.
ARTIGO 13º
(mandato)
1. O mandato do Conselho é de três anos, com início em 1 de Janeiro.
2. A demissão pode ser solicitada ao Pároco por qualquer membro do Conselho.
3. Perde o mandato o membro que deixe de estar integrado no organismo por que foi eleito.
4. A perda de mandato, por motivo justificado, pode ser deliberado pelo Plenário, cabendo recurso para o Ordinário diocesano.
5. O provimento de um lugar vago por falecimento, demissão, ou perda de mandato é feito por eleição ou nomeação intercalar, conforme o caso.
6. Os membros do Conselho iniciam as suas funções numa celebração litúrgica.
ARTIGO 14º
(dissolução)
1. O Conselho não cessa com a mudança do Pároco nem com a vacatura do respectivo ofício.
2. No caso de vacatura de ofício, o Conselho mantém-se, mesmo que tenha expirado o seu mandato, até que novo Conselho seja constituído.
3. No tempo da vacatura a presidência é exercida por um delegado do Ordinário diocesano.
4. O Conselho, uma vez constituído e aprovado pelo Ordinário Diocesano, só por este pode ser dissolvido.
ARTIGO 15º
(normas subsidiárias)
Nos casos omissos, aplicam-se as normas do Direito Comum da Igreja, as orientações conciliares e pós-conciliares da Igreja e o competente Direito Diocesano.






